Glicemia e as Festas de Fim de Ano.

Nas Festas de Fim de Ano, abrimos mão das restrições e esquecemos por completo da balança, das metas de saúde e com certa frequência aquela roupa que ganhamos no Natal nem serve mais para usar no Verão.

Apreciar a boa mesa também faz parte da nossa qualidade de vida, afinal a comida além de nutrir e dar prazer é uma forma de cultivar costumes, a família e amigos. Porém, o excesso na nossa alimentação pode desenvolver uma doença crônica, que nos acompanha durante anos de forma silenciosa, crescendo entre uma refeição e outra até anunciar seu diagnóstico, forçando uma mudança de hábitos repentina.

Esta é aforma que a grande maioria das pessoas desenvolvem e descobrem o diabetes Tipo 2, fruto em grande maioria de hábitos alimentares e rotinas que não contribuem para a qualidade de vida de seus portadores.

Existem dois tipos de diabetes:

TIPO 1

Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Tipo 1 de diabetes, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença.

O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

 

TIPO 2

O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia.

Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

 

 

Entre o Tipo 1 e o Tipo 2, foi identificado ainda o Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA). Algumas pessoas que são diagnosticadas com o Tipo 2 desenvolvem um processo autoimune e acabam perdendo células beta do pâncreas. E há também o diabetes gestacional, uma condição temporária que acontece durante a gravidez. Ela afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê. 

Faça regularmente testes de glicemia e acompanhe as taxas junto com um médico especialista. Ficar de olho nos índices de massa corporal também é importante, uma barriguinha durante muitos anos pode contribuir para o desenvolvimento da doença.

Fique atento aos sinais do seu corpo. Ir muitas vezes urinar, ficar com muita sede, perda de peso e cansaço, podem ser um sinal. Muitas pessoas também obtém o diagnóstico depois de conviver um tempo com machucados que demoram para cicatrizar ou ficar com a visão turva.

É importante manter sua glicemia abaixo de100mg/dl. Caso sua taxa seja constantemente entre 100 e 125mg/dl, você deve procurar um endocrinologista o quanto antes, porque muitos já consideram essa faixa um quadro de pré-diabetes. Veja o quadro a seguir:

Quanto mais cedo for diagnosticado o diabetes, maiores são as chances de ter qualidade de vida e desfrutar de todos os prazeres que a vida pode nos proporcionar.

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