Com a chegada das férias de verão os protetores solares começam a tomar conta das prateleiras de supermercado, perfumarias e farmácias para atender a procura pelo produto. Que não é pouca! Aparentemente isso mostra uma grande preocupação por parte das pessoas em relação à saúde da pele. Porém, não é bem isso que estamos vendo em clínicas especializadas.

Hoje o câncer de pele melanoma, variedade mais agressivo dos tumores que acontecem no tecido é um dos três tipos de câncer mais comuns em todo mundo. Isso mostra que estamos longe da consciência do uso do protetor solar, principalmente no dia a dia.

O uso do protetor solar deve se tornar um hábito, igual ao de escovar os dentes ou arrumar o cabelo durante o dia. Sempre leve com você uma versão que caiba em sua bolsa, porta-luvas do carro ou até mesmo em seu bolso. É importante que em sua rotina, principalmente se ficar de alguma forma exposta à radiação solar, o uso do protetor. Uma outra dica é que o protetor não dura um dia inteiro, dependendo da marca os fatores de proteção acabam em apenas 2 horas.

Existem vários tipos de protetores solares no mercado. Com cheiro, neutro, azul, vermelho, pequeno, grande, fator 50, fator 20, longa ou curta duração. Mas antes de incorporar o produto em sua rotina, consulte um especialista no assunto.

Passar um protetor caro em sua pele, nem sempre é a melhor solução. Muitas ocorrências de lesões e até mesmo de câncer são com pessoas que usavam de forma regular o protetor solar. Acontece que cada tipo de pele pede um tipo protetor. Essa é uma situação muito comum.” Afirma o Dr. Ricardo Valgas Rodrigues, Dermatologia do Centro Médico Andrade – Ceman.

É de senso comum no Brasil, que o uso dos protetores solares devem ser utilizados apenas em dias muito quentes nos períodos que vai das 10h às 16h, pois somente neste período os raios solares são mais perigosos. Essa é uma cultura que deve ser mudada, porque na verdade este período é rico em raios UVB, que causam vermelhidão e as queimaduras solares, mas não são esses os mais perigosos. Os raios UVA estão presentes em qualquer tipo de luz solar, inclusive no inverno. Por isso, muitas vezes quando você vai pegar aquele solzinho inocente no inverno para ver se aquece um pouco o ânimo, pode estar correndo mais risco do que no clube nas férias.

Para entender um pouco melhor o sol, relacionamos os tipos de radiação presentes na luz solar e como os FPTs do seu protetor são calculados.

UVA (atinge a camada subcutânea): esses raios penetram nas camadas mais profundas da pele sem deixar marcas, causando envelhecimento precoce e o melanoma, um tipo agressivo de câncer.

UVB (atinge a derme): são eles que provocam a vermelhidão e as queimaduras solares. Além disso, também estão diretamente relacionados ao câncer de pele não melanoma, o mais comum dos tumores nesse tecido.

UVC: esse tipo de radiação é o mais nocivo. Na teoria, provocaria queimaduras graves e catapultaria o risco de tumores. Mas não se preocupe: ele fica retido na camada de ozônio.

 

Como o FPS é calculado?

Os laboratórios expõem voluntários - ou pele artificial - a uma luz que simula a do sol durante determinado período com quadradinhos posicionados na pele em área sem o protetor e outra com o produto. Depois, é feita uma conta que divide o tempo que a vermelhidão demorou para aparecer nos dois locais.

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